Veja: Vans Inicia Construção de Pista de Skate em São Paulo.

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Construção da Pista de Skate da Vans no Parque Villa-Lobos
Público e privado se unem e constroem mais uma opção de lazer longe das periferias. Os mais humildes agradecem, afinal, quem precisa mesmo de área de lazer é quem mora nos condomínios ao fundo. Encaremos como vitória.

Na última semana a Vans anunciou a construção de uma pista de skate pública na cidade de São Paulo em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, a segunda obra da marca na América da Sul, a primeira realizada na cidade de Buenos Aires, na Argentina.

Projeto da pista na Argentina.

Inicialmente o local escolhido não foi revelado, mas o segredo não perdurou por muito tempo. A construção do Park, um mix que reunirá aspectos do vertical, bowl e até street, já está a todo vapor no Parque Cândido Portinari, um terreno anexo ao Parque Villa-Lobos, na zona oeste da capital, e tem entrega prevista para o primeiro semestre de 2018.

O projeto da pista é assinado pela empresa California Skateparks, especialista na construção de pistas de skate pelo mundo. Além disso, skatistas do time da marca no Brasil, como Lucas Xaparral, atuaram como consultores.

De acordo com o calendário de eventos da marca, a terceira temporada do Vans Park Series terá início no Brasil, na pista em construção, no dia 2 de junho. Depois, passará por Canadá, Estados Unidos, França, com encerramento na China.

GRL PWR

Este ano a competição também contará com a categoria feminina, onde as oito melhores ranqueadas disputarão a grande final da temporada na China.

Agora fica a pergunta: Estaria o skate brasileiro saindo do buraco?

Bom, vamos fazer uma rápida análise do cenário atual. Desde a inclusão do skate na Olimpíada, com estreia marcada para Tóquio 2020, o “esporte” no Brasil ganhou grande visibilidade da mídia de massa e (aparentemente) já começa a ser visto com outros olhos – os do interesse.

Tanto os governantes, focados nas urnas, quanto a iniciativa privada, com seus próprios interesses ocultos, já começam a se movimentar para lucrar com o crescimento do skate – hoje o segundo “esporte” mais praticado no país. Pistas privadas brotam do chão como mato, lojas reforçam estoques, fábricas shapeiam dia e noite. Mas será que tudo isso realmente fortalece o skate brasileiro?

Veja bem, tendo outras modalidades olímpicas como exemplo, vale ressaltar desde já, antes mesmo da estreia do skate nos jogos, que não adianta turbinar só/somente as categorias Profissionais e ignorar todo o restante da pirâmide, que tem início – literalmente – na base (nas ruas), e sempre será a maior prioridade de qualquer “esporte”, seja ele olímpico ou não. E não existe manobra mágica, para um trabalho forte de longa duração é fundamental fortalecer todo o mercado (principalmente nacional) e dar a devida estrutura para que os “atletas” se desenvolvam.

Força nos bastidores? Agora tem sim senhor!

Nova pista de skate no Prédio do Banespa.

Desde que Bob Burnquist e Sandro Dias, duas grandes referências e ídolos incontestáveis do skate mundial, tomaram a frente da Confederação Brasileira de Skate, portas, janelas e até andares inteiros de edifícios se abriram para o carrinho. Não entendeu? Bom, agora o 21° andar do antigo prédio do Banespa – um dos símbolos da cidade de São Paulo -, conta com 300m² de street e vista para toda a metrópole, uma parceria do também empresário Bob Burnquist com o Banco Santander.

Neste momento, talvez mais do que nunca, quem sempre esteve envolvido com o skate está cheio de perguntas sem respostas. A principal talvez seja, para onde essa remada está nos direcionando? Não dá para prever, mas uma coisa já é fato: aquele sonho de viver do skate, cultivado por diversos talentos tupiniquins, ganhou uma sobrevida – uma espécie de luz para quem esteve por tanto tempo dentro de um buraco sem concreto.

O skate brasileiro potencializa seu levante – mérito da CBSK e todas suas gestões.
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